Ebba Grön, a banda mais importante do punk rock sueco. Algumas pessoas podem citar o Anti Cimex, mas apesar de não terem sido os primeiros, o Ebba Grön pavimentou o caminho para outras bandas, além de terem experimentado bastante em seu som durante seu curto período de existência.
Formada em 1977 em Estocolmo por Joakim Thåström na guitarra e vocal, Gunnar Ljungstedt (ou Gurra) no na bateria e Lennart Eriksson no baixo, tiraram o nome da banda de uma código da polícia secreta sueca utilizado em uma operação que tinha como objetivo sequestrar o ministro da imigração da Suécia.
A banda era uma bomba-relógio, atirando para cima do governo, clamando ao povo a pegar em armas em Beväpna er, por exemplo. Eram conhecidos por atraírem sempre confusão em seus shows e sempre foram uma banda muito posicionada contra à burguesia.
Lançaram seu primeiro compacto, Antirock, em 1978, que foram vendidas pela própria banda pelas ruas de Estocolmo. Esse compacto rendeu um contrato com a gravadora Mistlur, que também licenciou alguns lançamentos de bandas punks inglesas e lançou outras bandas punks e new wave suecas anos depois.
Em 1979, a banda lançou seu primeiro LP, o maravilhoso We’re Only In It For The Drugs, um trocadilho com o disco We’re Only In It For The Money do Frank Zappa. As letras incendiárias do disco causaram muita polêmica na sociedade conservadora sueca. Letras como Sno från dom rika (roube dos ricos) ou Totalvägra (desertor) criaram tanta polêmica que foram proibidas de serem impressas no encarte.
Em 1980 o tecladista Stry entra na banda e o som começa a mudar. Os sons começaram a guinar mais para a new wave e o pós-punk, se afastando da agressividade mas não das letras abrasivas. Em 1983 o baixista Lennart foi preso por não servir ao exército e a banda acabou, porém os membros remanescentes formaram o Rymdimperiet, que viraria o Imperiet logo depois, mas isso é uma história para outro post.
Fiquem com We’re Only In It For The Drugs (Link do Spotify)
Fiquem com We're Only In It For The Drugs (Link do YouTube)


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